A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), ligada ao Governo Federal, instituiu, ontem (31), um teto de reajuste nos preços dos medicamentos comercializados no Brasil. Os novos valores, publicados no Diário Oficial da União, definiram três níveis de aumento: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado; alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado; e alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado.

Os dados publicados pela Cmed servem como balizadores do setor farmacêutico em relação aos produtos comercializados no país. Apesar de parecer pouco, o reajuste do nível um, com produtos mais consumidos pela população, está acima da inflação geral medida pelo IBGE nos últimos 12 meses, cerca de 4,8%.

Além disso, as farmacêuticas precisam enviar um relatório de comercialização para a Cmed justificando os novos preços. Outros custos, ligados à logística de distribuição e à variação cambial, junto à dinâmica de mercado, são os condutores dos reajustes, que devem ser adotados de forma integral ou parcial pelas empresas.

“O nosso salário aumenta, é negócio de dez por cento, às vezes nem dá dez por cento, é oito, cinco. E os remédios são um absurdo. Aí, realmente, a covardia é muito grande. Vim comprar agora um remédio para minha filha, que antigamente, até minha esposa falou: ‘Ah, mas esse remédio é muito barato’, era um remédio de 9 reais. Vim comprar agora, deu 28 reais. É um absurdo”, reclama José Carlos Moura, 59, cantor.

Para Elaine Lopes, 45, fonoaudióloga, as farmácias de supermercado são uma opção mais em conta. “Estava impactando meu orçamento, mas aí eu mudei de farmácia. Isso me ajudou bastante. Então, a dica pode ser pesquisar outra farmácia”, conta. Diante dos reajustes, Lopes aconselha a pesquisar ainda mais, pois a diferença de preço é muito grande entre um estabelecimento e outro. “Deve estar em torno de uns 15 reais, porque aí aumenta 2 reais aqui nesse, mas ele compensa em outros remédios. Nessa compra aqui, acho que economizei até mais, porque tinha um que lá era R$ 45 e aqui estava a R$ 16”, explica.

Farmácia Popular

Em fevereiro, o Governo Federal aumentou a lista de remédios distribuídos no programa Farmácia Popular. Por meio do site (gov.br/saude/ pt-br/composicao/ sectics/farmacia- popular), o consumidor pode acessar a lista do programa e os critérios para a retirada das medicações.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL